quarta-feira, 17 de junho de 2009

MUITO COMPLICADOS E NEM TÃO PERFEITINHOS

Hoje fui ao cinema assistir o filme “A mulher invisível” pela terceira vez. Nada de “piratex”. Não sou completamente contra, mas o filme merece ser visto nas telonas. Selton Mello está esplêndido no papel de Pedro. Caras e bocas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s. Todas as 3 vezes gargalhei muito e, a cada sessão, percebo mais “erros de continuidade” no longa e muito, mas muuuuuuuito, mais motivos para ir rever na primeira oportunidade. Longe de ser o melhor filme que já vi, mas foi o que mais me fez rir nas últimas idas ao Multiplex.

“A mulher invisível” mostra o momento da vida de Pedro em que surge a esquizofrenia, uma doença mental caracterizada por sintomas como alucinações, delírio e perda de contato com a realidade, levando-o a ser demitido e acreditar na existência de uma mulher do jeitinho que ele sempre sonhou. No filme, Cláudio Torres trata o tema com o humor necessário à trama. Não vou contar nada além do necessário, pois vocês vão ter que amassar suas nadegazinhas (ou “onas”) por 105 minutos na poltrona e conferir se vale o seu tempo.



É engraçado como depositamos a culpa dos problemas afetivos que temos na outra pessoa, sendo que, muitas vezes, o “X” da questão está dentro de cada um, não no próximo. Quantas, e quantos, de nós nos envolvemos com um príncipe encantado, ou princesa, que vai, a cada dia, se transformando num sapo, ou uma gia? A verdade é que ele, ou ela, nunca pertenceu à realeza, nossa cegueira branca é que não nos deixava perceber o anfíbio em questão.

Em busca de uma mulher ideal, Pedro “criou” Amanda, personagem de Luana Piovani. Amanda não era invisível. Ela, só, não existia. A mulher invisível, mesmo, para mim, era aquela que amava Pedro, Vitória, personagem de Maria Manoella, e que passou despercebida por ele durante muitos e muitos anos. Porque é tão difícil aceitarmos que a felicidade pode estar tão próxima e ser simples? Idealizamos tanto que esquecemos como realizar mais. Basta olhar para o lado ou estender a mão.

É lógico que existem pessoas que têm vidas e objetivos incompatíveis. Essa é UMA questão. Outra é passarmos a vida inteira sozinhos em busca de alguém que corresponda exatamente às nossas expectativas. Isso pode acontecer amanhã ou nunca. Cuidado. Podemos virar um Pedro a mais, com a diferença que, na vida real, existe uma grande probabilidade de jamais encontrar esta pessoa e passarmos o resto dos tempos se lamentando e colocando a culpa da nossa infelicidade nos outros. No final das contas, acho que Carlos é o cara do filme.

Se ele, ou ela, é gordinho, e daí? Quem disse que todas as pessoas têm que ser saradas? Tudo bem que músculos são perfeitos, etc. e tals, mas, e se a companhia dessa pessoa te agrada, que importa que ele não é tãããããão alto? Se o mais importante é ser feliz, porque não aproveitamos o que cada um tem de melhor? É claro que isso não quer dizer fechar os olhos para todos os defeitos, mas sim aprender a conviver com eles ou, se isso for tão insuportável, partir para outra. No entanto, se isso acontece com muita freqüência, avalie com calma, pois o problema pode não estar nos outros, mas em você.

Conclusão: se você não é lindo como o Carlos (Vladimir Brichta), nem romântico como Pedro (Selton Mello), porque eu tenho que ser certinha como a Vitória (Maria Manoella), linda e gostosa como a Amanda (Luana Piovani)?

7 comentários:

Isadhora disse...

kkkkkkkkkkkkk
amei a sua conclusão!!!
apoiada totalmente!!!


e esse filme é show mesmo!!!!!!!!!!!
sou loucamente apaixonada pelo selton mello (e odeio com todas as minhas forças a Luana Piovani desde que ela sacaneou o Santoro em público! ôôô ódio!)
kkkkkkkkkkkk

Ana disse...

putz to louca pra ver esse filme, meu! adorei sua "crítica". eu to com a isadhora: adoro o selton mello e odeio a putovani, rs beijos

Isadhora disse...

oieee
Tem selinho no blog pra vc!!!

Tiago disse...

Rsrsrsrs...Fala sério, Lú!!! Tu tb é da terra das "rosas... de florestas seculares!!"rsrs Aprendi a ler partitura com ela!! Todo conhecimento que tenho, em teoria, devo a nossa professora!!! Na época que estudei por lá ela dava aulas teóricas pra todos e prática para os alunos de piano!! Fiz violão clássico (meu professor de prática) foi o Paulo!!! Ah...qt a descrição - ela é uma gracinha sim!!! (ai que medo...rsrs)!!! Ainda não vi este filme...mas vou ver!! É só eu arrumar um tempinho!!! Beijinhos!!!

Isadhora disse...

Tem mais selinho lá no blog pra vc!!!

Tiago disse...

Mas...Lú!! Eu até comentei com ela, hj, sobre vc...passei nome e sobrenome, ela pediu seu contato pois gosta de manter o vínculo com os ex-alunos!!!!!!!!!!

O que vou dizer????

E agora?????rsrsrsrsrsrsrsr

Aninha Leme disse...

o negócio é fazer como a ex prefeita de SP: relaxar e gozar.
É mais fácil aparecer o coelho da páscoa ou o Ronaldo provar que é macho mesmo do que surgir o homem ideal (e nem estou dizendo perfeito, eihn?)
é issaê, mermã!
mas a história do orgasmo diurético não sai da minha cabeça... rsrs ri muito!

beijos