quinta-feira, 21 de maio de 2009

FÊMEA BRUTALIDADE

Algumas pessoas arriscam afirmar que meus textos são feministas. Discordo totalmente. Aqui, nessa caixola, cintila uma mente deveras machista em maior parte das decisões. No fundo, eu invejo os homens. Se, um dia, puder nascer de novo, acho que vou entrar na fila da testosterona.

Há coisa melhor que fazer xixi em pé? Nada de sentar em vaso respingado, basta mirar num canto, levantar o rosto, assoviar, dar uma esticadinha no bichano e... Ô alívio!!! Nem vem com essa história de não ter onde lavar a mão, pois isso é coisa de mulher. E o que me diz de coçar o saco? Concordo que é muito feio - e provoca asco - ver, mas, observando a cara de satisfação que eles fazem, duvido que seja ruim. Sentar de pernas abertas sem ter vergonha de alguém estar te olhando não tem preço. Manter um diálogo saudável com uma pessoa do sexo oposto sem ela encarar seus peitos, e achar normal, deve ser confortante. Não se importar com pintar as unhas, fazer sobrancelhas, depilar as pernas, axilas, buço, decote, passar chapinha no cabelo, retocar maquiagem, acordar mais cedo e ir correndo ao banheiro se arrumar para fingir que acordou igual a atriz da Globo. Ufa! Ainda bem que não me lembro de todas as desvantagens, pois, se essa lista crescer mais, vou morrer logo para ver se volto menino. Ahhhh!!! Já ia me esquecendo da melhor parte: não ser taxado de inútil por se recusar a fazer serviços domésticos.

Ser homem deve ser muuuuuuito bom. O que me irrita é a suposta superioridade masculina que impera intrínseca em nossa sociedade. É como se essa verdade fosse tão absoluta que ninguém ousasse contestar. Nem quero entrar no mérito dos séculos que foram perdidos cuidando apenas do lar. Em poucos anos de emancipação feminina, já estamos bem colocadas em setores que antes nos eram proibidos. Daí vem minha revolta, pois os benditos, nem de longe, são superiores. Na verdade, sinto que ser eles supera, em vantagens, ser elas. Se existisse uma balança em que pudéssemos pesar...

Quando, nós mulheres, ganhamos os primeiros brinquedos estes reproduzem como a sociedade espera que nós sejamos. Nos dão miniaturas (cada vez maiores para garantir melhores resultados) de utensílios domésticos, bonecas (que agora tomam mingau e defecam), maquiagem (que depois vão ficando mais caras), sapatos altos (que ajudam a provocar varizes) e nos adestram para sermos dóceis, limpinhas, delicadas e difíceis. Os meninos (esses, sim, aprendem a se divertir), em contrapartida, são estimulados a, quando cair, levantar e continuar correndo, não chegar em casa apanhado, beijar a coleguinha da escola quando ela estiver distraída, quebrar e consertar o carrinho novo e, nunca, por hipótese alguma, usar qualquer coisa rosa. A eles a liberdade. A nós a castração total.

O que fazemos com nossas crianças? Eu tenho uma menininha e nunca tive coragem de dar um carrinho de presente, mas o fogãozinho não fui eu quem dei... O que fazer para sair dessas amarras? Parece que está estabelecido que mulher tem que ser de um jeito – caso contrário não serve pra casar e, neste caso, não prestará para nada aos olhos da maioria – e homem de um determinado modo – senão vira gay e vai ser deserdado. Admiro tanto o desapego masculino em relação a algumas coisas que quase todos os meus amigos são rapazes. Poucas moças conseguem desfrutar de meus sinceros sentimentos.

Apesar de toda admiração pelo universo dos brutos, cá entre nós, ser mulher tem um gostinho especial que só sendo para saber. Basta aproveitar... Qual rapariga não gosta de fazer um docinho quando está morrendo de vontade? Qual mocinha nunca fez um drama com um machucado que nem estava doendo? Ter TPM é muito, ultra, hiper, megamaster ruim, mas, ser mãe é divino. A verdade é que acho que as melhores mulheres que conheço tem uma postura masculina – longe de conotações sexuais. Elas conseguem reunir qualidades de uma feminilidade exuberante e abraçar as coisas boas da masculinidade para se impor e vencer na vida. Grandes homens também precisam da sensibilidade feminina. E olhe que este não é um discurso feminista, tampouco machista, apenas equilibrista.

4 comentários:

Alexsandra Moreira disse...

Concordo em gênero, número e grau.

Voto no equílíbrio, pois os dois lados tem prós e contras.

Mas bem que certos homens poderiam ser menos ogros....

Fora PRECONCEITOS OU PADRÕES.

bj

Ana disse...

Oi, vim dar uma fuçada e adorei a vibe do seu blog

Qto ao texto, e se for feminista, qual o problema? Eu troco fazer xixi de pé pelos orgasmos múltiplos por exemplo hahaha

Menina, muito bom!

Voltarei mais vezes (vou te linkar), bacio

Rafaela Oliveira disse...

O bom tbm de ser mulher é de poder ter amigos gays, sem medos e/ou preconceitos, além de poder demonstrar os sentimentos sem ter que ser repreendida.

Rafaela Oliveira disse...

O bom tbm de ser mulher é de poder ter amigos gays, sem medos e/ou preconceitos, além de poder demonstrar os sentimentos sem ter que ser repreendida.