segunda-feira, 10 de agosto de 2009

INVASÃO ALIENÍGENA INTRA-TERRESTRE

Inspirada pelo post escatológico de minha querida Aninha, não posso deixar de relatar uma história que se passou, este domingo, com um ser muito querido. Ela prefere não ser identificada. Respeito. Mas uma invasão domiciliar como a que ela sofreu precisa ser contada para todos se prevenirem. Ops! Como já soltei sem querer, completo: a casa de uma amiga foi invadida no dia dos pais. Conto.

Amiguinha acordou coçando os zóio e foi até a área de serviços. Se esguelou de tanto gritar quando percebeu o intruso mais ousado de todos os tempos. Seu Barata – letra maiúscula, sim, pois aqui ele é personagem – estava a bebericar água com as anteninhas balançando ao vento na lavanderia alheia. Coitado, não tinha noção do perigo. Ou seria uma afronta?

Pelo tamanho da barata, e do desfecho do ocorrido, que ela me contou, presumi que só podia se tratar de um baratão pai de família a carregar água para matar a sede da famigerada baratada. Prossigo.

É óbvio que ela puxou a arma mais tradicional para exterminar o invasor, que, ao perceber o perigo, saiu correndo e se escondeu com as antenas entre as pernas cabeludas. Entrou por uma pequena fresta entre o piso e lavanderia. Nem a Velox achava sinal daquela antena. “Ah, é? Peraí sua dirgraçada!”, pensou a futura infeliz amiguinha. Pegou um daqueles sprays mata-tudo e mandou ver na área. Ô ideinha infeliz.

Não passou nem cinco minutos e um exército de baratas invadiu não só a área de serviço, mas a cozinha, o banheiro, os quartos e a sala de amiguinha. O chão e as paredes ficaram pretas, marrons. As maiores ameaçavam subir nas pernas, as médias se espalhavam para confundir e inibir uma possível ação de represália e as pequenas corriam no salve-se quem puder.

Boa estrategista, amiga convocou – leia-se BERROU – seu pelotão composto de dois soldados encuecados [os bichinhos tinham acabado de acordar], mas munidos da arma mais poderosa contra este tipo de invasor: chinelos havaianas – quero minha ponta do merchan! Na verdade, eles estavam duplamente munidos. Armados nos pés, para pisar, estraçalhar as marditas, e nas mãos para a luta corporal.

Amiguinha instalou-se aos gritos no sofá e o mérito do combate foi dos amiguinhos, que estavam se sentindo um tanque de fuzilamento de insetos. Pisa, bate, corre, pula, bate de novo que a dirgraçada tá se arrastando, na parede não que mancha, não deixa entrar no guarda-roupa, não deixa ela fugir. Teve uma que até ensaiou levantar a asa para voar – pense na pretensão de uma barata metida a passarinho!!! Tadinhos!!! Ainda bem que eu não estava lá.

Agora vislumbrem o campo de batalha ao final do combate. Corpos espalhados por toda casa e o cheiro de sangue no ar – é só para vocês ficarem com menos nojo, pois barata não tem sangue. Os soldados recolheram-se ao lavabo, para colocarem a farda de gala e a amiguinha encarregou-se de limpar a área.

Litros de água sanitária e mais spray no QG inimigo - corajosa, viu?. Não haviam mais invasores intra-terrestres dispostos a lutar, mas eram muitos corpos espalados. Luvas e pano de chão serviram de rabecão. Campo limpo, só faltava arrastar os móveis e conferir se havia algum sobrevivente esperando o golpe de misericórdia. Mas se algo está ruim, com certeza, pode piorar.
Amiguinha arrastou o fogão, lugar onde reside um quelônio cagão. Pensou na merda? Pois é. No pé do fogão tinha uma granada que foi acionada e deixou um rastro não menos cheiroso que o sangue dos combatentes recém destruídos.

Não achem que minha amiguinha é porquinha. A casa dela é super limpinha, mas a coitada mora no térreo e as baratas alienígenas turbinadas intra-terrestres cavaram um túnel até sua lavanderia para beber água. Pode? Minha sugestão, amiguinha, é que você pare de fornecer suprimento ao inimigo, dessa forma, elas vão procurar outra fonte. Sugestão: se mude para o Saara.

7 comentários:

Tiago disse...

Ô zorra!!

No início pensei em Joe's Apartment, já no calor da batalha lembrou Platoon!!!rsrsrs

Beijinhos e boa semana!!!

Elisa no blog disse...

Acredita que as baratas daqui tem a carapaça mais forte e são mais rápidas que no Brasil? Parecem outro bicho!

Hoje postei sobre uma festa japonesa que me lembra a procissão para Iemanjá. Queria que vc visse se é parecida.
bj,
Elisa

Alexsandra Moreira disse...

Que horror! em pleno dia dos pais o baratão ser assassinado é um crime...rsrsrsr

Já aconteceu algo parecido comigo... dia desse eu conto.rsrsrsrsr

Vamos combinar que sua criatividade é algo sureal.

Diz a sua maiga para ela mudar de casa, pois o trauma deve ter sido grande.

bjs
bj

Aninha Leme disse...

ai mái gódiii
que nojooooooooooooooo
eu detesto as baratas. Elas são feias, sujas e fedidas.
ughhhhhhhhhhhhhhh
só de ler me deu arrepio!!!!
kkkk
tô com dó da sua amiga!

beijossssssssss

Mosana disse...

EEEEEEEECA!! sua história é pior q a da Aninha!!
fiquei com calafrios!!!! ugh! ahuahuaaua
kisses

Desabafando disse...

rsrsrsrs....detesto baratas, mas lendo seu relato, lembrei de um video do youtube muito engraçado....
dá uma espiada

http://www.youtube.com/watch?v=mpDxvxDS9-Q&feature=PlayList&p=C7B437A4EB28FDF1&playnext=1&playnext_from=PL&index=6

Isadhora disse...

Desculpe mas nao consegui ler esse post até o final..
é que passei mal no meio só de imaginar a cena...

eu simplesmente ODEIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
barata!
urghhh